Uso de silício e bioinoculante como atenuante do déficit hídrico em cultivar de maracujazeiro-amarelo”
Passiflora edulis; PGPR (rizobactérias promotoras de crescimento); microrganismos benéficos; bioestimulantes; Auras®; respiração microbiana; biomassa microbiana; quociente metabólico.
A produção de maracujá-amarelo é frequentemente limitada pela escassez de água, tornando necessárias estratégias biotecnológicas para garantir a qualidade das mudas. Este estudo investigou os efeitos sinérgicos de Bacillus aryabhattai (Auras®) e do silício (Si) como mitigadores do déficit hídrico em mudas de Passiflora edulis. O experimento foi conduzido em casa de vegetação em Catolé do Rocha, PB, Brasil, utilizando sacos plásticos de 4 dm³. Foi adotado um delineamento em blocos casualizados com esquema fatorial 4 × 3 + 2, testando quatro níveis de água disponível (AWC: 50, 60, 70 e 80%) combinados com três estratégias de mitigação (Auras, Si e Auras + Si), além de dois controles adicionais (50% e 100% de AWC). O déficit hídrico comprometeu severamente o crescimento e a atividade biológica do solo; no entanto, os tratamentos de mitigação melhoraram significativamente as respostas fisiológicas e bioquímicas. A combinação Auras + Si foi a mais eficaz, promovendo maior estabilidade de membranas, manutenção de pigmentos e crescimento vigoroso mesmo sob 50% de AWC. Além disso, essa interação otimizou a biomassa microbiana do solo e reduziu o quociente metabólico em 56,7% em comparação com o controle sob estresse. Esses resultados demonstram que a aplicação combinada de B. aryabhattai e silício mitiga de forma eficaz os impactos negativos da escassez hídrica no desenvolvimento inicial de mudas de maracujá e na atividade microbiana do solo.